A previdência privada

Explica o que se deve esperar dela

PREVIDÊNCIA PRIVADA (OU COMPLEMENTAR)

Previdência privada deve ser entendida como apenas mais um investimento, que deve estar coerente com os objetivos totais definidos pelo investidor.

Mas a maioria dos que procuram as administradoras de ativos financeiros quer o que não devia querer: um investimento gerador de rendas de aposentadoria, porque confundem esse produto com o INSS outros modelos de previdência pública, pelos quais um segurado contribui com determinados valores, e buscam com isso receber uma renda, depois que se aposentarem.

Os planos de previdência complementar, que se convencionou chamar de previdência privada, não são oferecidos com esses propósitos, já que os benefícios associados a eles não são objeto de contrato, mas apenas uma promessa de renda, a partir dos valores acumulados pelo contratante.

Não significa que o objetivo deles se modifique: eles continuam sendo produtos de acumulação de recursos em busca de uma renda, mas essa renda se dará, no futuro, através de resgates periódicos, que se esgotam quando o patrimônio acumulado chega ao valor zero.

Ora, isso deixa claro que o programa de previdência complementar se traduz num fundo de investimentos de prazo longo, que se adiciona aos demais tipos de investimentos que cada pessoa realiza durante sua vida. Por esta razão, o valor dos resgates futuros dependerá do montante acumulado, do tempo de acumulação, e do tipo de rendimento que os bens desse fundo proporcionarem.

A renda de aposentadoria será entendida, então, como a soma da previdência pública mais o resultado dessa aposentadoria complementar, mais os resultados financeiros das aplicações em investimentos.

Atualizado em 11/07/2022