Brasil: tradição de grandes riscos
Repassa a lembrança dos diferentes tipos de moeda usados pelos brasileiros.
O Brasil tem uma cultura histórica de convívio com a inflação que influencia bastante reações de aversão ao risco.
O país e seus habitantes experimentaram por mais de 30 anos o processo de desvalorização diária de seus patrimônios, corrigido apenas parcialmente pela indexação (ou correção monetária).
Foram algumas décadas de grande insegurança em relação ao dinheiro, com a correção monetária buscando – e quase nunca conseguindo - corrigir o poder de compra da moeda.
Pelo menos no final dos anos 1980, a degradação do valor da moeda chegou ao ponto de os bancos remunerarem os depósitos à vista, já que os níveis de inflação atingiram até 78% em um mês.
Enquanto quase todos os outros povos têm moedas duradouras (nem sempre estáveis, mas ao menos duradouras), os brasileiros chegaram a conviver com diversos padrões de moeda, todas altamente instáveis: cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro forte e real, apenas para citar os últimos 40 anos.
A instabilidade monetária, mesmo depois de solucionada com a chegada do real, deixou más lembranças nas pessoas mais velhas, e essas más lembranças foram parcialmente transmitidas aos mais jovens.
Esta instabilidade ainda influencia o nível de aceitação do risco.
Para maiores detalhes, veja este trabalho publicado pelo Banco Central do Brasil:
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https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/FAQs/FAQ%2009-Risco%20Pa%C3%ADs.pdf |
Atualizado em 17/03/2019