Escala de volatilidade (CAPM)
Conceitua o índice Beta que relaciona os riscos e os retornos dos investimentos
CAPM (Capital Asset Pricing Model). É o modelo de precificação de ativos de capital, proposto originalmente por William F. Sharpe, que prediz o relacionamento entre o risco e o equilíbrio dos retornos esperados nos ativos de risco.
Feito a partir da modelagem utilizada para determinar a taxa de retorno teórica apropriada de um determinado ativo em relação a uma carteira de mercado idealmente diversificada.
O modelo busca descrever uma relação justa entre o retorno esperado do ativo examinado, o retorno de um ativo livre de risco e o retorno esperado de um portfólio de mercado, em ativos submetidos a cotação em mercados organizados.
É avaliado em função de um coeficiente de volatilidade denominado Beta, que mede a covariância do retorno de uma ação em relação ao retorno do mercado, e mede níveis de risco esperados nas cotações de uma ação em relação ao risco de índice de referência.
A análise do investimento faz-se através da relação entre o retorno esperado - ou referenciado (benchmark) pelo investidor e o nível de risco máximo tolerado para que o retorno seja viabilizado.
A análise considera a variação de valor do ativo (aumento ou diminuição do valor, para ações, a cotação e para títulos de crédito, os juros acumulados) acrescida de qualquer distribuição de caixa durante o período (pagamento de cupom de juros, dividendos e outras formas de distribuição de resultado). Quanto menor a relação, melhor será o investimento avaliado.
Estatisticamente, o Beta estabelece uma relação de proporção entre a variação de mercado (variável independente) com a variação da ação (variável dependente).
Exemplo: Beta do Índice Bovespa = 1 (quando a referência for o próprio IBovespa).
Ações mais voláteis que o Índice Bovespa terão Beta maior que 1, porque o prêmio de risco esperado em relação ao índice é maior, e seus preços devem subir ou cair mais rapidamente em relação ao Índice.
Se o Beta é maior do que 1, o ativo daquela cotação é mais volátil do que o mercado. Se o Beta é menor que 1, o ativo é menos volátil.
Uma ação com Beta de 1,5 tem um nível de sensibilidade 50% maior do que o do mercado, e espera-se que varie 1,5% quando o Beta do mercado variar 1%
Todos os investidores têm expectativas homogêneas quanto às médias, variâncias e covariâncias dos retornos das diferentes ações no fim do período. O Beta de uma carteira pode ser facilmente estimado ao se usar Beta dos ativos individuais que estão incluídos nela, multiplicado por sua proporção na carteira.
Atualizado em 21/08/2014