Investment Grade
Descreve o principal grau de investimento fixado pelas agências
Nos meses de abril e junho de 2008, o Brasil recebeu o selo de qualidade de investment grade, ou grau de investimento, das principais agências de rating. A leitura dessa classificação foi auspiciosa: no contexto internacional, o Brasil passou a ter mais segurança em relação ao pagamento de suas dívidas. Como conseqüência, esperava-se que o país fosse capaz de, a partir daí, atrair mais investimentos externos.
A tradução desta iniciativa foi: o país poderá acolher investimentos de fundos internacionais que, antes, não permitiam aplicações financeiras em países cuja classificação os apontava como receptores especulativos.
Títulos públicos brasileiros poderiam passar a ser adquiridos por estes investidores internacionais, ajudando o país a refazer o perfil de sua dívida pública, alongando prazos de resgate e reduzindo taxas de remuneração.
Empresas brasileiras poderiam ser beneficiadas por esta situação, demandando recursos internacionais a juros mais baixos (ou, ao menos, não punitivos).
Na verdade, os mercados financeiros já haviam antecipado essa tendência, mas o fluxo de investimentos poderia ajudar a manter a inflação sob controle e a estabilizar ou valorizar a moeda brasileira.
Ao mesmo tempo, os financistas brasileiros seriam lembrados de que a classificação de risco das agências internacionais é um processo dinâmico, e as avaliações estão em constante processo de análise.
Desta forma, se a qualidade do crédito brasileiro diminuir, se o país se tornar mais vulnerável ao não honrar compromissos financeiros, as agências podem rebaixar o país novamente a um grau especulativo, ou até mesmo suspender a nota de avaliação que foi divulgada no meio do ano.
Estes fatos despertaram a nação para o conhecimento dos conceitos ligados ao rating, nome internacional da classificação de riscos.
Atualizado em 20/08/2014