O rating

Define o rating (classificação de riscos)

Rating é uma opinião independente sobre a capacidade do emitente de pagar o principal e os juros do título emitido. É instrumento de medição de riscos e dos sistemas de garantias e cobertura desses riscos. É ainda a classificação de risco de um banco, de um país ou de um ativo feita por uma empresa especializada. Ratings não são recomendações de compra ou venda, nem são uma garantia de que um default  [1] não irá ocorrer.

A classificação é expressa em termos de qualidade (excelente a péssima) ou nível de risco (investment grade, inadimplente).

Quando uma agência considera um país ou uma empresa como capazes de pagar suas dívidas, ela lhes confere o grau de investimento, que equivale a um selo de qualidade, e que indica baixo risco de calote.

As empresas ou países, ao receberem o grau de investimento, podem continuar a melhorar de classificação. Quando atingem a mais alta classificação, são consideradas com total capacidade de quitar suas dívidas.

Investidores e administradores de investimentos, em todo o mundo, passaram a valorizar a opinião das agências de rating, para diferenciar os bons pagadores dos mau pagadores no mercado internacional.

Segundo a agência Moody’s, “os investidores usam ratings como um auxílio na precificação do risco de crédito em títulos de renda fixa que eles possam comprar ou vender. Muitos também usam ratings como limites em seus parâmetros de investimento, e como um meio de expandirem seus horizontes para mercados ou tipos de títulos que eles não cobrem com as suas próprias análises. Pelo fato de que grandes investidores confiam globalmente nos ratings da Moody's, os ratings ajudam os emissores de dívida na obtenção de acesso estável e flexível àquelas fontes de capital”.

O selo de qualidade de uma agência torna-se a referência padrão para decidir sobre investimentos e financiamentos, quanto esperar de resultados e quanto cobrar de juros.

A tendência, evidentemente, é que os investimentos e financiamentos mais seguros tenham rendimentos e custos inferiores à operações especulativas.

[1] 1) inadimplência 2) não pagamento de principal e rendimentos na data de vencimento; 3) não cumprimento de obrigações assumidas em contrato de emissão de títulos. Termo utilizado especialmente em casos de não pagamento por parte de instituições financeiras no mercado internacional

Atualizado em 20/08/2014