A operaçao de Open

Descreve como as operaçoes de Open otimizam a liquidez do Sistema Financeiro

A boa técnica bancária evidencia que é preciso maximizar as aplicações dos recursos depositados, mantendo-se um determinado fundo de reserva técnica, que atenda ao movimento diário e às operações de saque em moeda e em cheques.

Quando um banco – e, por extensão, o sistema bancário – equilibra esses fatores, ele está com sua liquidez otimizada.

Quando ocorrem situações em que suas reservas baixam abaixo de determinados limites técnicos, ele precisa recompor seu caixa, e para isso realiza operações no open market.

Exemplo: 

  1. No instante Um, o sistema está com liquidez ótima.
  2. No instante Dois, uma empresa exporta dez mil veículos, a US$ 5.000 cada. Troca US$ 50.000.000 por reais, e deposita em seu banco. O sistema fica com liquidez em excesso. É preciso retirar esse excesso de dinheiro do Sistema. Para tanto, o Banco Central compra os reais em excesso, vendendo ao banco no qual o dinheiro foi depositado títulos públicos federais com características de quase-moeda.
  3. No instante Três, uma grande empresa de eletricidade concretiza operação de importação de equipamentos, ao custo de US$ 200.000.000. Ela compra dólares com reais depositados em banco. O banco sacado fica com sua liquidez comprometida. É preciso refazer a liquidez, repondo dinheiro no Sistema. Para tanto, o Banco Central vende os reais em falta para o banco, comprando dele os mesmos títulos federais já mencionados.

No conjunto de operações, o Banco Central não precisa ser sempre a parte que compra ou vende dinheiro em excesso ou em falta.

Os próprios bancos, operando entre si, têm a mesma facilidade de repor saques ou aplicar depósitos.

Como tais operações são continuadas (ocorrem cerca de 12 mil operações/dia) durante todo o expediente bancário, as instituições financeiras possuem mesas de operações com a finalidade de manter a liquidez em situação de equilíbrio.

Cabe mencionar, ainda, que todas essas operações se liquidem em reserva, ou seja, em dinheiro, na data prevista nas cartas de recompra trocadas entre as instituições participantes. Se, ao contrário, essas operações se liquidarem em cheque administrativo, a operação é caracterizada como operação DI, porque se trocam Certificados de Depósito Interfinanceiro (hoje totalmente eletrônicos, sem emissão do Certificado).

Atualizado em 05/04/2014