Os recursos dos sócios da empresa

Discrimina quais são estes recursos

Os recursos dos sócios, que se definem como capital, têm, por sua vez, diferentes definições, a saber:

Capital inicial

  • Recurso subscrito por sócios fundadores da empresa, geralmente seus controladores, adicionado de aumentos de capitais no decorrer da vida da empresa

Capital subscrito

  • Capital que o sócio subscreve e se compromete a integralizar, no prazo estabelecido em Assembléia Geral

Capital integralizado

  • Dinheiro efetivamente ingressado na empresa pelos sócios, na forma do que foi estabelecido na Assembléia Geral. O capital a integralizar será o capital ainda não ingressado na empresa.

Capital aberto

  • Capital de empresas cujas ações são negociadas em bolsa de valores, com registro na CVM – Comissão de Valores Mobiliários

Capital fechado

  • Capital de empresas cujas ações não são negociadas em bolsa de valores.

Capital de giro

  • Recurso financeiro obtido na própria empresa ou em instituição financeira, destinado a financiar seus gastos durante o ciclo produtivo dos bens e serviços à venda

Capital fixo

  • Parte do capital aplicado em máquinas, equipamentos, instalações, que fazem parte do Ativo Permanente

Estes recursos financeiros destinam-se, normalmente, a:

  • Curto prazo: Financiar vendas, estoques etc;
  • Longo prazo: Financiar investimentos para atualização tecnológica, expansão da capacidade instalada etc

Nos financiamentos necessários à atividade da empresa, dois critérios de avaliação, entre outros, ganham realce para orientar a decisão do empresário:

  • Taxa de juros   Quanto menor o custo financeiro, maior será o retorno obtido pelos sócios;
  • Prazo de pagamento   Amortização do financiamento se relaciona com o retorno operacional da operação que o ocasionou.

Se um projeto gera caixa depois de 2 anos, é mais eficaz obter recursos com 2 anos de carência para amortização do principal

O objetivo da administração de uma empresa é aumentar o valor do patrimônio dos seus atuais acionistas.

Na companhia aberta, fica mais fácil avaliar o sucesso da administração através do acompanhamento, ao longo do tempo, do comportamento de suas ações negociadas em bolsa de valores.

Se uma empresa é de capital fechado, portanto sem ações negociadas em bolsa de valores, a eficiência da administração não fica tão evidente para o grande público.

Todavia, as modernas práticas de administração colocam à disposição dos gestores da empresa a técnica do fluxo de caixa descontado (operacional e do acionista) [1], um valioso instrumento para que permanentemente se possa evidenciar o quanto vale a empresa para seus acionistas.

Exemplo prático: um diretor executivo de empresa tem diante de si as seguintes informações:

Fluxo de caixa do acionista projetado para os próximos anos: $1.000 por ano.

  • Significa que a empresa, segundo as projeções financeiras, gerará, após o pagamento de suas obrigações operacionais e de seus financiamentos (principal e juros) um superávit de caixa de $1.000 ao ano, em regime de perpetuidade  [2], no exercício de suas atividades operacionais básicas.

Os acionistas desejam um retorno para seu investimento no capital da empresa de 10% ao ano.

  • Por que 10%? Eles poderiam obter um retorno de 6% ao ano, sem risco, aplicando em títulos de renda fixa de primeira linha.
  • A diferença de 4% é o prêmio de risco do negócio. Enquanto na renda fixa o retorno é certo, como acionista de uma empresa o investidor espera o prêmio do empreendimento superar sua estimativa de lucro, ou corre o risco de vê-la frustrada, e até registrar prejuízo.
  • Portanto, nada mais justo que desejar um prêmio de 4%.

Neste caso, o valor do negócio para seu acionista é medido pela seguinte expressão:

Valor do negócio: $ 1.000 / 10% = $ 10.000

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[1] Projeção do fluxo de caixa num prazo futuro definido em análise financeira de empresas (ou de produtos numa empresa), trazendo o fluxo projetado a valor presente. O método é utilizado para estimar a atratividade de uma oportunidade de investimento.

[2] Condição da obrigação não resgatável, emitida sem prazo de vencimento, mas com pagamento periódico e constante de juros.

 

Atualizado em 04/05/2020