Financiamento para o crescimento dos negócios

Detalha este conceito

Para o empresário, a decisão de investir ocorre quando ele acredita que os negócios evoluirão, mesmo que de maneira gradual. Se sua crença é essa, ele orienta sua atividade para uma propensão para investir – ele capitaliza seu investimento, busca aumentar a quantidade de unidades vendidas, almeja expandir a organização. Caso contrário, sua propensão é pela liquidez, e ele se sente mais seguro mantendo um Caixa elevado e contendo suas iniciativas de investimento.

A longo prazo, uma empresa convive normalmente com a necessidade de investir. Os investimentos podem ser de dois tipos:

  • Investimentos para manter os ativos tecnologicamente atualizados. Geralmente esses investimentos ocorrem, mesmo em menor escala, em períodos de recessão;
  • Investimentos para expansão da capacidade instalada.

Notadamente em períodos de expansão econômica, as empresas necessitam fazer elevados investimentos na expansão de seus negócios. Todavia, investimentos requerem desembolsos iniciais na compra de máquinas, equipamentos e instalações, com o retorno desse investimento ocorrendo em períodos de três, cinco ou mais anos.

O ideal seria que a empresa tivesse acumulado elevados superávits no passado para poder financiar suas expansões com recursos existentes em seu próprio caixa. Todavia, muitas vezes essa condição não é possível. Se faltam recursos dentro do próprio negócio, haveria a possibilidade de injeção de capital por parte dos acionistas. Mas essa condição é muitas vezes descartada por três motivos:

  1. Os acionistas dispõem dos recursos necessários para o investimento, mas eles estão aplicados em bens materiais e aplicações financeiras pessoais, dos quais os acionistas não desejam dispor;
  2. Os acionistas não dispõem dos recursos, pois os dividendos recebidos em anos anteriores foram gastos em outros investimentos ou em consumo (viagens, automóveis etc.);
  3. Os acionistas não dispõem dos recursos para investimento na empresa, porque eles são muito elevados.

Portanto, se nem os acionistas nem a própria empresa dispõem de recursos para bancar projetos de investimento, não resta outra opção senão tomar empréstimos.

Tomar empréstimos envolve dois tipos de avaliação para tomada de decisão:

  1. Taxa de juros: Quanto menor o custo dos empréstimos e maior o retorno operacional do projeto, maior será o retorno obtido pelos acionistas;
  2. Prazo de pagamento: A amortização do principal guarda relação com o retorno do projeto. Se o projeto somente gerar caixa a partir do terceiro ano, empréstimos devem ser contratados com três anos de carência com relação à amortização do principal. Em geral, juros são pagos periodicamente.

Atualizado em 04/05/2020