Endividamento e capitalização
Detalha estes conceitos
Se o projeto oferece retorno inferior ao custo do empréstimo, o empresário nem pensa em endividamento. Todavia, mesmo que um projeto ofereça uma taxa de retorno superior ao custo do financiamento, a empresa deverá ter cautela na hora de optar pelo endividamento em função do chamado risco do negócio.
Todavia, por definição, o futuro é incerto. Por mais segurança que exista na economia, ninguém poderá afirmar que as chances do retorno de 25% a.a. sobre o ativo operacional são viáveis. Na prática, o retorno de 25% poderá ser superado, mas também poderá ser frustrado.
Define-se assim o chamado risco do negócio:
- Preços de venda poderão declinar.
- Volumes de vendas esperados poderão não ser alcançados.
- Custos poderão subir, reduzindo o retorno efetivo a 10% a.a., contra os 25% a.a. inicialmente esperados.
Nestas circunstâncias, não somente o retorno sobre o patrimônio dos acionistas ficará comprometido, como também a capacidade de amortizar os empréstimos, podendo até colocar em risco a própria continuidade das operações.
Portanto, a decisão sobre investimentos e financiamentos acaba assumindo uma abordagem estratégica, que muitas vezes supera a econômica.
Nestas circunstâncias o desfecho poderá assumir diferentes formas:
- Assume-se o projeto e contrata-se o financiamento.
- Abandona-se ou posterga-se o projeto.
- Assume-se o projeto buscando-se recursos próprios, ou pelo menos balanceando recursos próprios com empréstimos. Os recursos próprios podem vir dos atuais acionistas ou dos novos, através da chamada emissão pública de novas ações.
É difícil estabelecer uma regra que defina objetivamente qual seja o nível de endividamento ideal para uma empresa. O nível ideal acaba sendo definido através de critérios subjetivos (o que não quer dizer aleatórios) tais como:
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Volatilidade dos negócios |
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Volatilidade da economia |
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Propensão pessoal para assumir riscos do endividamento |
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Atualizado em 04/05/2020