A pirâmide de Ponzi
Descreve este tipo de fraude - que representa risco
A pirâmide de Ponzi é uma forma de captação fraudulenta de investimentos que envolve o pagamento de resultados anormalmente altos a investidores, com recursos captados de novos investidores, em lugar de remunerá-los pelos resultados obtidos nas aplicações.
O sistema foi eventualmente criado por Charles (Carlo) Ponzi, migrante italiano que o utilizou nos Estados Unidos, no início do século XX.
Esta denominação é usada nos Estados Unidos, enquanto outros países conhecem esta fraude como “esquema da pirâmide”.
Ponzi, em verdade, não inventou a pirâmide, mas ele a sofisticou, ao atrair enormes somas de dinheiro para os portfólios de investimentos que criou.
O sistema funciona enquanto, auxiliado por esquemas de publicidade, a captação se mantém, gerando um fluxo contínuo de dinheiro novo que mantém o pagamento de rendimentos aos investidores já existentes.
O resultado, inevitável, da operação, é o colapso, quando se descobre que não existem ativos adquiridos com a captação em valor suficiente para pagar os rendimentos, ou quando não existem quaisquer ativos no portfólio do captador.
A fraude da pirâmide resulta da ingenuidade e desinformação de investidores, que descuidam de aspectos fundamentais na avaliação da qualidade de determinado investimento.
Na atualidade, o esquema de Ponzi mais em evidência é a fraude conduzida por Bernard Madoff, ou a pirâmide de Madoff.
O caso Madoff
Captação fraudulenta de recursos criada e operada por Bernard Madoff, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, de Nova York.
O esquema de Madoff atraiu capitais de hedge funds espalhados por todo o mundo, desde um fundo de pensão sul-coreano ao plano de pensão dos funcionários da prefeitura de uma pequena cidade de Connecticut, nos Estados Unidos.
Investidores brasileiros também foram atraídos pelas “vantagens” do esquema, com recursos captados através de corretores brasileiros e estrangeiros.
Grandes bancos da Inglaterra, França, Espanha e Japão criaram fundos alimentadores da fraude de Madoff.
Para criar condições de captar investimentos menores, da ordem dos US$ 50 mil, estes bancos emitiram títulos próprios para atrair esses investidores, repassando a eles as garantias de rendimento , mas coobrigando-se nessas garantias.
Os bancos alegam que cuidaram de todos os aspectos de avaliação da segurança do investimento, mas fica evidente que o fizeram pro forma, sem aprofundar qualquer investigação a respeito e sem cuidar dos detalhes de due diligence.
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hedge fund: Dimensiona seu patrimônio de modo a possibilitar operações dessa natureza, e pode, em determinadas situações, deixar de aceitar novos recursos de cotistas. Geralmente administrado por gestores independentes, já que esse tipo de fundo não costuma atrair administradores de conglomerados bancários. O termo hedge fund é fruto de uma classificação informal. Nos Estados Unidos, os hedge funds não têm qualquer limitação na seleção do portfólio.
due dilligence: Procedimento de análise em relação a um investimento, para confirmar as informações obtidas durante o processo de compra e venda. A análise, realizada pelo comprador, avalia a segurança da informação e do prospecto que oferece o negócio, e examina em detalhe os seguintes itens apresentados pelo vendedor: ativos, operações, finanças e administração
O procedimento também pode ser realizado pelo vendedor, para saber se o comprador tem capacidade de honrar o compromisso de compra.
Atualizado em 20/08/2014