No século XIX, o padrão-ouro

Relata os principais fatos de 20 anos atrás

  • No século XIX, a Inglaterra instituiu o padrão-ouro nas relações monetárias. A libra esterlina passou a ser integralmente conversível em ouro, assegurando que se compraria ou venderia ouro a um preço fixo em relação à sua própria moeda. Na Inglaterra, a onça troy de ouro puro foi cotada a £ 3-17-9 durante a maior parte do século XIX. Outros países seguiram seus passos, e nos Estados Unidos o padrão-ouro admitia a plena conversibilidade à cotação de US$ 20,67 por onça troy; No Brasil, o padrão-ouro foi adotado no período entre o Segundo Reinado e o início da República.
  • O padrão-ouro cristaliza-se no estabelecimento de um preço e numa prática bastante íntima dos operadores de Bolsa de hoje em dia: em relação ao ouro, o governo estabelecia que ninguém precisava pagar mais nem vender por menos;
  • Enquanto isso o suprimento de ouro crescia em proporções até então desconhecidas. As minas norte-americanas produziam grandes quantidades, e a descoberta de ouro no Transvaal, no perímetro aurífero de Witswatersrand, elevaram tremendamente os estoques mundiais. Não obstante, o século XIX chegava ao fim com um estoque inferior a 18 mil toneladas;
  • Ao mesmo tempo, apurava-se o processo de refino do ouro, com o desenvolvimento do eletrorrefino eletrolítico na Deutsche Affinerie de Hamburgo, em 1874, processo patenteado em 1896.Este processo é o utilizado hoje em dia para obter-se o teor de fino de 999,9, o mais puro conhecido nos processamentos industriais comuns;

NOTA: na imagem, uma debênture emitida com 475 anos de prazo, o mesmo da concessão da ferrovia WestShore Railroad Company. A confiança na estabilidade das moedas era tão grande que a empresa ousou fazer esta emissão em 1885, que pagaria durante mais de quatro séculos apenas os juros semestrais. 

 

NOTA: Aprofunde seu conhecimento sobre padrão ouro em

https://www.sunoresearch.com.br/artigos/padrao-ouro/

Atualizado em 19/04/2020