O investidor em renda fixa
Conceitua o investimento em títulos de renda fixa
O investidor em títulos de renda fixa é um dos principais financiadores do crédito num sistema financeiro.
Ao adquirir esses títulos, ele aumenta a oferta de crédito, e permite que pessoas necessitadas de recursos financeiros busquem esses recursos entre as instituições autorizadas a oferecer crédito em todo o país.
O papel do investidor é, sempre, o de fornecer os recursos no momento presente, para recebê-los no futuro, devidamente remunerados com um rendimento determinado.
Os títulos de crédito são o instrumento pelo qual as instituições financeiras captam recursos para realizar operações de financiamento com seus clientes.
As instituições financeiras têm o papel de intermediar os interesses de pessoas que têm recursos financeiros e pessoas que necessitam de recursos financeiros.
Não fosse essa intermediação dificilmente se conciliariam os interesses dessas pessoas, especialmente no que diz respeito a quantidade de recursos, prazos de aplicação e rendimentos oferecidos e aceitos.
Com a presença do intermediário financeiro, este acolhe os recursos daqueles que o possuem e financia aqueles que têm necessidade de recursos. Para conciliar os interesses das partes as instituições financeiras emitem títulos próprios, que são os títulos de crédito.
Para o investidor, o título de crédito é a alternativa de investimento quando sua decisão depende de prazos, de fixação de rendimentos e de qualidade das garantias de pagamento na data de resgate.
Origem
A origem do crédito bancário, como o conhecemos hoje, vem de séculos atrás. Para não transportar dinheiro entre cidades, as pessoas procuravam um banqueiro de sua cidade, que se relacionava com outros banqueiros em outras cidades, e depositava o dinheiro com esse banqueiro. Como comprovante, o banqueiro lhe entregava uma carta (“lettera” ou “lettre”), contendo uma ordem de pagamento, dando essa ordem ao banqueiro da outra cidade. Com isso o valor de uma quantidade de dinheiro Q transitava com segurança entre cidades e entre países.
Desta forma, as pessoas não transportavam dinheiro, mas ordens para receber dinheiro em outra cidade. Esta ordem ganhou o nome de “letra de câmbio” (pelo qual é reconhecida em todo o mundo)
Tempos depois, essa ordem passou a ser dada para ser cumprida em data futura, e quem depositava o dinheiro em mãos do banqueiro podia depositar um valor a menos, já que a ordem seria cumprida no futuro. Assim, para receber a quantidade de dinheiro Q, no futuro, as pessoas podiam depositar Q menos um deságio nas mãos do banqueiro. O banqueiro, assim, utilizaria de imediato os recursos em sua cidade, e liberaria recursos em outra cidade no futuro.
Com isso, a letra de câmbio tornava-se mais do que um serviço de entrega de valor de dinheiro em outra cidade: tornava-se um documento de crédito, capaz de render juros (o deságio) ao seu portador.
Criado o principal instrumento de crédito, outras formas de concessão surgiram, até os dias atuais, em que os formatos de concessão se especializaram, gerando crédito pessoal, empresarial, imobiliário, do agronegócio e outros, com ampla flexibilidade no que diz respeito a taxas de renda, prazos e garantias oferecidas.
Atualizado em 28/04/2020