A marcação a mercado

Descreve a marcação a mercado e sua importância na negociação de títulos de renda fixa

A marcação a mercado representa o critério de estabelecimento do preço atual de uma operação de compra e venda de títulos de renda fixa, de tal forma que sua reposição permita ao adquirente os mesmos resultados de uma nova operação com características de fluxos de caixa e prazos remanescentes, iguais ao da operação original.

É a contabilização do valor de determinado ativo, dia a dia, pelo seu valor de mercado no dia, independentemente do valor ou da taxa contratada, na data em que foi adquirido.

No caso de instrumentos associados a taxas de juros (pré-fixados, swaps, títulos cambiais, futuros de juros etc.) deve-se usar a curva de juros [1] do dia para trazer os fluxos a valores presentes e não à curva original do papel.

A capacidade financeira deve ser comprovada com base em projeção de fluxo de caixa, desconsiderada a possibilidade de venda dos títulos mantidos até o vencimento.

Norma regulamentar exige dos fundos de investimento a divulgação diária do valor exato de mercado dos títulos que compõem a carteira do fundo. Em casos específicos, os fundos podem registrar o valor diário pelo preço de aquisição.

A ANBIMA recomenda os seguintes princípios na marcação a mercado de ativos e títulos de renda fixa:

Abrangência

Todos os ativos devem ser marcados a mercado

Comprometimento

Garantir que os preços dos ativos reflitam os preços de mercado

Formalismo

A instituição financeira consultada deve ter processo formalizado de marcação a mercado

Objetividade

Fontes dos preços para cálculo devem ser externas e independentes

Consistência

Um mesmo ativo não pode ter preços diferentes

Transparência

Os princípios do cálculo devem ser públicos

Exemplo:

derivativos da BMF. - o spread [2] de risco inicial de um título é determinado na data em que o título entra na carteira, independente de sua data de emissão. Enquanto permanecer em carteira, seu valor marcado a mercado reflete os movimentos ocorridos no mercado, tanto na taxa de juros como na qualidade do crédito da companhia emissora.

 

[1] Preço de aquisição de um título de renda fixa, atualizado pelo incremento da sua lucratividade diária, até a data de liquidação, com base na taxa de juros contratada na emissão e não pela taxa de juros vigente no mercado.

[2]

  • Diferença entre o preço de compra e o preço de venda de um ativo;
  • diferença de preço entre os meses de vencimento de um contrato;
  • diferença entre a taxa de empréstimo cobrada pelos bancos dos tomadores de crédito e a taxa de captação paga aos clientes;
  • taxa cobrada em empréstimos ou financiamentos internacionais. (Varia de acordo com a avaliação de risco da operação.)

Atualizado em 28/04/2020