Volatilidade num investimento
Conceitua e descreve a volatilidade como forma de quantificar o risco de mercado
Volatilidade, resumidamente, é:
- a intensidade e freqüência de variações bruscas da cotação de um ativo, índice, título ou valor mobiliário, num determinado espaço de tempo;
- a medida de risco que um fundo apresenta com relação às quotas diárias.
Quanto maior a volatilidade, maior a incerteza quanto aos ganhos do investimento (podendo ser uma variação negativa ou positiva, conforme o caso).
A volatilidade de um investimento é medida normalmente pelo seu desvio padrão, que é o desvio médio da variável em relação à sua média móvel ao longo de um tempo determinado.
Assim, uma volatilidade de 10%, em um ano, diz que uma ação que vale hoje R$ 10,00 pode variar entre R$ 9,00 e R$ 11,00 (+/- 10%).
Normalmente compara-se a volatilidade de um investimento em relação a outro, ou a benchmarks conhecidos.
A volatilidade mede-se pelo seu Beta, que:
- é o coeficiente da volatilidade de uma ação
- é a covariância do retorno de uma ação em relação ao retorno do mercado
- mede níveis de risco esperados nas cotações de uma ação em relação ao risco de índice de referência.
Estatisticamente, o Beta estabelece uma relação de proporção entre a variação de mercado (variável independente) com a variação da ação (variável dependente).
Exemplo
- Beta do Índice Bovespa = 1 (quando a referência for o próprio IBovespa).
- Ações mais voláteis que o Índice Bovespa terão Beta maior que 1, e seus preços devem subir ou cair mais rapidamente em relação ao Índice.
- Se o Beta é maior do que 1, o ativo daquela cotação é mais volátil do que o mercado.
- Se o Beta é menor que 1, o ativo é menos volátil
Atualizado em 26/06/2012