Risco de liquidez
Descreve esse tipo de risco e os sistemas instalados no Brasil para reduzi-lo
O risco de liquidez se caracteriza pela possibilidade de perda decorrente da falta de compradores ou de vendedores para realizar operações com o mínimo de esforço e sem alterações expressivas nos preços dos ativos. O risco de liquidez é um risco financeiro devido à incerteza de poder realizar suas operações.
Outras características apontam:
- Situações em que uma entidade não consegue cumprir com seu objeto social porque não consegue achar outra entidade interessada em assumir o lado contrário da operação a um preço de mercado.
- Uma instituição pode perder acesso à liquidez se o sua classificação de crédito cair, ou se um outro evento levar outras contrapartes a evitar operar com a companhia.
- Uma firma também está exposta a risco de liquidez se os mercados do qual ela depende estiverem sujeitos a possível perda de liquidez.
Quanto mais desenvolvido for um mercado tanto mais ele será líquido. Mercados poucos desenvolvidos, ao contrário, podem ser um obstáculo à compra ou à venda de ativos financeiros, ocasionando quase sempre alteração nos preços de cotação.
E a tecnologia, atualmente, é vital para a criação de mercados modernos e seguros.
O Brasil é um exemplo desse desenvolvimento, através de seus sistemas de registro, compensação e liquidação de operações, tais como:
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SPB |
Sistema de Pagamentos Brasileiro, conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados com a finalidade de transferir fundos do pagador para o recebedor e, com isso liquidar uma obrigação. |
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Selic |
Sistema computadorizado administrado pelo Banco Central. |
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Cetip |
Sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. |
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CORE |
Nova câmara de compensação da BM&FBovespa, que unifica os sistemas de clearing existentes, e permite o exercício da função CCP (contraparte que garante os pagamentos dos investidores em caso de quebra de um dos participantes do mercado). Com a adoção do sistema CORE, é possível administrar toda sorte de riscos envolvendo as negociações com diversos ativos, como ações, câmbio, instrumentos financeiros, valores mobiliários e commodities, negociados na Bolsa. A nova plataforma substitui as câmaras de compensação existentes na estrutura da BM&FBovespa. |
Concorrem ainda para mitigar os riscos de liquidez no Brasil:
- a existência de mercados organizados para a transferência de riscos (mercado de derivativos da BM&FBovespa),
- o grau de confiança nos agentes econômicos e financeiros que regem a Economia,
- e a grande variedade de instrumentos financeiros que permite aos administradores de carteiras selecionar operações apropriadas para praticamente todos os objetivos de investimento dos investidores brasileiros.
Esta situação não beneficia mercados de ativos não financeiros, como os mercados imobiliário e o mercado de arte.
Atualizado em 27/06/2012