Introdução aos mercados futuros

Conceitua os mercados futuros, no universo dos mercados financeiros

O professor da Universidade de Nova York Aswath Damodaran define:

“Um contrato de futuros é um contrato entre duas partes para permutar ativos ou serviços em uma época especificada no futuro e a um preço acordado na época do contrato”.

OU seja, como mostra a imagem acima, é contratar um negócio agoraa, e deixar para acertar (pagar e receber) depois.

Para a negociação em bolsas, falta acrescentar a esta definição quantidade e qualidade padrão dos ativos negociados.

O mercado futuro nasceu da necessidade de produtores procurarem hedgear (proteger) sua produção contra as baixas de preços de mercado na época da colheita. Da mesma forma, consumidores de produtos agropecuários também desejavam garantir preços na época da entressafra. Para unir e dar liquidez ao mercado, faltava uma terceira figura, o especulador. Como para operar no mercado futuro é necessário apenas o depósito de margem de garantia, que é uma pequena fração do preço do ativo-objeto, é possível alavancagem de recursos, o que atrai interesse de especuladores.

Toda atividade econômica é especulativa. O agricultor – um agente econômico – que planta milho, por exemplo, desembolsa valores conhecidos na época do plantio, corre riscos de fatores externos até a ocasião da colheita. Esses riscos são variações no clima, endemias, perdas na armazenagem. Para se cobrir, o agricultor espera um prêmio ao negociar a colheita. Além destes fatores, outros riscos podem comprometer o capital do agricultor. Estes riscos se traduzem no processo de formação do preço do milho. O preço na colheita pode trazer embutido o prêmio que o agricultor espera, mas pode levá-lo à insolvência. Outros agentes econômicos ingressam no processo: são os que necessitam do milho do agricultor para comércio, beneficiamento e transformação. Se o agricultor tiver problemas com o milho, eles não poderão se abastecer e suas atividades profissionais ficarão comprometidas. A cadeia de interessados, cada qual com seu próprio risco, vai até o consumidor final, que necessita de produtos onde o milho é item básico.

Todos os agentes econômicos desejam administrar tais riscos. Para isso existem os contratos futuros, que são negociados em mercados futuros. Os conceitos sobre as operações a futuro ganharam popularidade nos últimos anos. Hoje, eles são praticados indistintamente em todos os mercados de investimentos e, evidentemente, nas operações com ações em Bolsas de Valores e de Mercadorias e Futuros.

Os contratos futuros têm atualmente estas características essenciais:

  • Padronização e armazenagem adequada
  • Intercâmbio e preços públicos
  • Segurança e integridade no cumprimento

Com tais características, os contratos futuros negociados em Bolsa permitem as seguintes vantagens operacionais e econômicas:

Garante preços futuros

Permite estratégias de hedging de compra e de venda.

Contribui para melhor comercialização de produtos

Reduz riscos de variação de preços, estimula liquidez no mercado físico, suaviza sazonalidade na comercialização.

Atrai capitais de risco

Especuladores fornecem capital de risco essencial à absorção de variações nos preços das commodities.

Dissemina preços de commodities

Preço real das commodities nos mercados físicos passa a ser conhecidos de todos, e permite o acesso de interessados ao preço corrente.

Reduz preços dos bens negociados

Transferência de risco faz com que produtores demandem lucratividade menor.

Reduz custos de financiamento

Bancos financiam operações hedgeadas a taxas de juros mais baixas.

Dissemina informações

Nível geral de conhecimento cresce e passa a ser de domínio público.

 

Atualizado em 19/05/2014