As companhias estatais nos mercados do Brasil

Descreve a importância dessas empresas nos mercados organizados de capitais do país

Qual é o peso das companhias de economia mista nos negócios com ações no mercado de capitais do Brasil?

Estatísticas recentes mostram que elas respondem por mais de 20% dos volumes financeiros negociados na BM&FBovespa, e contribuem decisivamente para o desempenho do índice Bovespa, através das ações ON e PN da Petrobrás e do Banco do Brasil.

Trabalho do advogado Alexandre Di Miceli da Silveira, professor-doutor da FEA-USP, coordenador executivo do Centro de Estudos em Governança Corporativa da FIPECAFI e colunista da revista Capital Aberto, destaca o mau exemplo das estatais em diversas situações que feriram ou prejudicaram o interesse do acionista, envolvendo episódios com as empresas Copel, Nossa Caixa, Banco do Brasil e Celesc, além de destacar os problemas levantados na comentada capitalização da Petrobrás em 2010.

São questões que põem em xeque os princípios salutares de governança nessas empresas estatais.

São questões que ganham relevo quando se avalia que elas operam normalmente em setores estratégicos da economia, e suas ineficiências se transferem para produtos e serviços, com prejuízos para toda a cadeia produtiva.

Talvez por isso o falecido ministro Roberto de Oliveira Campos tenha sugerido, anos atrás, a completa privatização ou a completa estatização dessas companhias de economia mista negociadas em Bolsa e em mercados organizados, com uma simples frase:

“Ou é – ou não é.”

Um espelho das questões que envolvem as companhias estatais com ações negociadas em Bolsa está na reportagem anexa, do jornal Correio Braziliense, republicada pelo noticiário da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo:

http://www1.boxnet.com.br/Fiesp/visualizar/impresso.aspx?ID=21989187&ID_MESA=17

 

Atualizado em 22/04/2013