O investimento coletivo
Conceitua o investimento em que muitos investidores perseguem os mesmos objetivos
O investimento coletivo é a forma mais democrática de associar capitais.
Algumas dessas associações chamam-se, convencionalmente, investidores institucionais, e concorrem diretamente para a ampliação do universo de investidores existente no país. Nesse sentido, os investidores institucionais são a mola propulsora do investimento em todos os modelos de sociedade capitalista.
Durante todo o século XX, os capitais organizados sob a forma de fundos de pensão transformaram a estrutura patrimonial dos Estados Unidos, a tal ponto que hoje em dia mais da metade do patrimônio das companhias públicas americanas, com ações negociadas nos mercados de bolsa e de balcão, pertencem a esses grupos de fundações de seguridade social.
Com isso se consolida a real democratização do capital, o verdadeiro capitalismo da sociedade, ao contrário do que ocorre em alguns outros países, onde predomina o capitalismo de estado.
Os grandes fundos das empresas multinacionais e corporações estatais perdem espaço para um mercado pulverizado, de pequenos grupos e indivíduos, organizando-se para ajustar suas aposentadorias.
O investimento coletivo não é, necessariamente, um investimento voluntário. Ele pode ser compulsório, como no caso do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, que hoje abriga dezenas de milhões de contas de trabalhadores brasileiros com emprego formal. Pode ainda ser investimento coletivo visando à aposentadoria, como nos casos dos fundos de pensão e dos planos de previdência complementar.
A previdência social pública responde apenas por uma parte da necessidade social: garantir a qualidade de vida do trabalhador, depois que ele deixa o mercado de trabalho, sem obrigá-lo a voltar a trabalhar, e está limitada pelo número decrescente de contribuintes segurados e pelo teto dos benefícios, exigindo que aproximadamente um terço dos aposentados brasileiros trabalhe para complementar a renda mensal.
O sistema de previdência complementar à previdência pública substitui (ou, ao menos, ameniza) esta situação de desequilíbrio.
O resultado é que a previdência complementar se desenvolve exponencialmente no Brasil. O sistema de planos de pensão se sofistica e se consolida. A estabilidade econômica propiciada pelo Plano Real, em 1994, foi uma poderosa alavanca para a implantação do sistema.
Modificações na legislação previdenciária pública acabaram por incentivar trabalhadores brasileiros a aderir a planos de previdência complementar, e o potencial permite antever para breve um universo de mais de 20 milhões de segurados.
Atualizado em 25/06/2012